Forte comoção durante o enterro de Ruan Bruno, 13 de dezembro de 2015 — Foto: Rafael Daguerre

Ruan Bruno

O retrato da interminável violência do Estado nas favelas e periferias do Rio de Janeiro. Ano, 2015.

Ruan Bruno Gomes Nunes, bebê de apenas 2 anos de idade, foi vítima da violência do Estado no Morro da Mangueira, Zona Norte da cidade. A família residia na favela popularmente conhecida como ‘Metrô-Mangueira’, no pé do Morro da Mangueira, quando em mais uma troca de tiros entre policiais e traficantes, na manhã do dia 12 de dezembro de 2015, Ruan foi baleado em casa, enquanto dormia ao lado de sua mãe.

A criança morreu por uma bala de fuzil.

A morte de uma criança gerou revolta e protesto de moradores da região do morro da Mangueira. No dia 15, familiares e amigos organizaram uma manifestação que caminhou pelas ruas da cidade, passando pela prefeitura do Rio de Janeiro.

“Ele só deu aquele gritinho. E desmaiou. Desmaiou. Aí, eu ainda desci com ele, ele estava com o olho aberto, ainda riu pra mim”, contou aos jornalistas a mãe de Ruan, Gabriela Gomes.

O confronto aconteceu quando a polícia (PMs da UPP local) patrulhava o fim de uma festa na parte baixa do morro.

Gabriela Gomes, mãe de Ruan, chora durante o enterro do filho, 13 de dezembro de 2015 — Foto: Rafael Daguerre
Gabriela Gomes, mãe de Ruan, chora durante o enterro do filho, 13 de dezembro de 2015 — Foto: Rafael Daguerre
Forte comoção durante o enterro de Ruan Bruno, 13 de dezembro de 2015 — Foto: Rafael Daguerre
Forte comoção durante o enterro de Ruan Bruno, 13 de dezembro de 2015 — Foto: Rafael Daguerre
Forte comoção durante o enterro de Ruan Bruno, 13 de dezembro de 2015 — Foto: Rafael Daguerre
Forte comoção durante o enterro de Ruan Bruno, 13 de dezembro de 2015 — Foto: Rafael Daguerre
Grabriela Gomes e familiares carregam o caixão de Ruan, no Cemitério do Catumbi — Foto: Rafael Daguerre
Grabriela Gomes e familiares carregam o caixão de Ruan, no Cemitério do Catumbi — Foto: Rafael Daguerre
A mãe, Grabriela Gomes, carrega o caixão de seu filho durante o enterro, no Cemitério do Catumbi, zona norte do Rio de Janeiro, 13 de dezembro de 2015 — Foto: Rafael Daguerre
A mãe, Grabriela Gomes, carrega o caixão de seu filho durante o enterro, no Cemitério do Catumbi, zona norte do Rio de Janeiro, 13 de dezembro de 2015 — Foto: Rafael Daguerre
Familiares e amigos caminham para o enterro de Ruan Bruno, no Cemitério do Catumbi — Foto: Rafael Daguerre
Familiares e amigos caminham para o enterro de Ruan Bruno, no Cemitério do Catumbi — Foto: Rafael Daguerre
Moradores protestam durante o enterro de Ruan, no Cemitério do Catumbi — Foto: Rafael Daguerre
Moradores protestam durante o enterro de Ruan, no Cemitério do Catumbi — Foto: Rafael Daguerre
A mãe, Grabriela Gomes, chora cercada de familiares e amigos durante o enterro de Ruan Bruno, no Cemitério do Catumbi, 13 de dezembro de 2015 — Foto: Rafael Daguerre
A mãe, Grabriela Gomes, chora cercada de familiares e amigos durante o enterro de Ruan Bruno, no Cemitério do Catumbi, 13 de dezembro de 2015 — Foto: Rafael Daguerre
Local onde o pequeno Ruan Bruno foi enterrado no Cemitério do Catumbi — Foto: Rafael Daguerre
Local onde o pequeno Ruan Bruno foi enterrado no Cemitério do Catumbi — Foto: Rafael Daguerre
A mãe, Grabriela Gomes, desmaia após enterrar o próprio filho de apenas 2 anos de idade, no Cemitério do Catumbi, em 13 de dezembro de 2015 — Foto: Rafael Daguerre
A mãe, Grabriela Gomes, desmaia após enterrar o próprio filho de apenas 2 anos de idade, no Cemitério do Catumbi, em 13 de dezembro de 2015 — Foto: Rafael Daguerre
A mãe, Grabriela Gomes, desmaia após enterrar o próprio filho de apenas 2 anos de idade, no Cemitério do Catumbi, em 13 de dezembro de 2015 — Foto: Rafael Daguerre
A mãe, Grabriela Gomes, desmaia após enterrar o próprio filho de apenas 2 anos de idade, no Cemitério do Catumbi, em 13 de dezembro de 2015 — Foto: Rafael Daguerre
Familiares e amigas no caminho para casa, após o enterro de Ruan, no Cemitério do Catumbi — Foto: Rafael Daguerre
Familiares e amigas no caminho para casa, após o enterro de Ruan, no Cemitério do Catumbi — Foto: Rafael Daguerre

Protesto

No dia 15 de dezembro de 2015, no Maracanã, Rio de Janeiro, os moradores da Favela Metrô-Mangueira caminharam pelas ruas da região até o Centro da cidade, em protesto pela morte do bebê Ruan Bruno, de apenas 2 anos de idade.

Moradora carrega cartaz denunciando a violência do Estado — Foto Rafael Daguerre
Moradora carrega cartaz denunciando a violência do Estado — Foto Rafael Daguerre
Criança participa do ato — Foto Rafael Daguerre
Criança participa do ato — Foto Rafael Daguerre
Manifestação dos moradores contra violência do Estado — Foto Rafael Daguerre
Manifestação dos moradores contra violência do Estado — Foto Rafael Daguerre
Moradores protestam contra a violência do Estado — Foto Rafael Daguerre
Moradores protestam contra a violência do Estado — Foto Rafael Daguerre
Moradores protestam contra a violência do Estado — Foto Rafael Daguerre
Moradores protestam contra a violência do Estado — Foto Rafael Daguerre
Moradores protestam contra a violência do Estado — Foto Rafael Daguerre
Moradores protestam contra a violência do Estado — Foto Rafael Daguerre
Moradores protestam contra a violência do Estado — Foto Rafael Daguerre
Moradores protestam contra a violência do Estado — Foto Rafael Daguerre
Moradora ironiza o prefeito do Rio Eduardo Paes — Foto Rafael Daguerre
Moradora ironiza o prefeito do Rio Eduardo Paes — Foto Rafael Daguerre
Moradora denuncia a violência do prefeito Eduardo Paes — Foto Rafael Daguerre
Moradora denuncia a violência do prefeito Eduardo Paes — Foto Rafael Daguerre
Moradora protesta contra a violência policial na favela — Foto Rafael Daguerre
Moradora protesta contra a violência policial na favela — Foto Rafael Daguerre