BIO

Rafael Daguerre é fotojornalista e reside e trabalha no Rio de Janeiro.

Rafael é reconhecido pelo trabalho com foco em questões sociais, obtendo vasta documentação de movimentos sociais e de mobilizações populares ao longo de mais de uma década de trabalho.

Com trabalhos em jornais e revistas alternativas, ingressa em 2009 na fotografia jornalística. Participa de pequenas exposições de fotografia.

Participa do IV Festival de Cinema Universitário de Belo Horizonte.

No ano de 2010, o primeiro trabalho no cinema independente, realiza a fotografia Still do documentário Registros e Diálogos: Tecendo a Igualdade. Em 2011, realiza a exposição fotográfica Imagem & Mulher em Foco no Rio de Janeiro.

No mesmo ano, de forma autodidata, inicia no audiovisual com trabalhos que, anos depois, resultam em importantes documentários curtas-metragens.

O curta-metragem Maraká’nà é parte desse processo, ele conta a história de três locais na região do Maracanã que lutaram contra as remoções para a realização da Copa do Mundo no Brasil (2014) e Olimpíadas (2016) no Rio de Janeiro.

O filme foi finalizado no ano de 2019 e foi selecionado em seis festivais de cinema em três anos, sendo quatro internacionais:

– Mostra do Filme Marginal (Brasil, 2019);
– Annals of Crosscuts – Films of Environmental Humanities (Suécia, 2019);
– Festival Minuto 90 – M90 (Peru, 2021);
– Filmzeit Kaufbeuren (Alemanha, 2021);
– Pravo Ljudski Film Festival (Bósnia e Herzegovina, 2021);
– FIC RIO (Brasil, 2022).

Em 2014/2015 participa do Projeto Olhares Reabertos como professor de fotografia na favela da Rocinha. O resultado do curso foi uma exposição fotográfica com as imagens das próprias alunas e alunos. O trabalho foi exposto na Biblioteca Parque da Rocinha e no Museu da Maré.

A partir da perspectiva do fotojornalismo independente, que tem como pilares a liberdade e a autonomia de pauta, funda em 2016, com um grupo de pessoas, a Mídia1508, um coletivo de jornalismo independente.

Em 2017, inicia uma parceria em outra área do cinema e da comunicação, com a Mostra do Filme Marginal, projeto de cinema independente brasileiro.

Ao longo dos últimos anos, Rafael realizou diversos trabalhos de fotografia e no campo do audiovisual, atravessando por temas como racismo, violência policial, o direito à moradia, violência de gênero e a causa indígena.

LIVROS E PRÊMIOS

Com um valioso trabalho em 2013, ao registrar os históricos protestos daquele ano, é convidado a ilustrar os livros:

– “2013: Revolta dos Governados“, de Wallace de Moraes;
– “2013: Memórias e Resistências“, de Camila Jourdan.

Em 2020, realiza a montagem e a edição do filme Confederação dos Tamoios: A Última Batalha, do diretor Carlos Pronzato. O filme foi premiado na categoria documentário no 37° Prêmio de Direitos Humanos de Jornalismo.