Familiares dos estudantes desaparecidos no Museu da Maré — Foto: Rafael Daguerre

Caravana 43 Sudamérica

No dia primeiro de junho de 2015 chegou ao Brasil a Caravana 43, movimento que reúne parentes dos 43 estudantes normalistas de Ayotzinapa desaparecidos pelo Estado mexicano. Os jovens faziam parte da Escola Normal Rural de Ayotzinapa.

No dia 26 de setembro de 2014, 43 estudantes de Ayotzinapa desapareceram após a forte repressão policial a uma ação direta dos estudantes na cidade de Iguala, estado de Guerrero, no México. Além dos desaparecidos, mais três jovens foram mortos e outras dezenas ficaram feridos naquela noite de terror.

A Caravana 43 Sudamérica esteve em São Paulo de 1º a 4 de junho, em Porto Alegre de 5 a 8 e no Rio de Janeiro de 9 a 12 de junho.

Com o palavra de ordem “Vivos os levaram, vivos os queremos: o desaparecimento de 43 estudantes de Ayotzinapa – México”,  a Caravana circulou em diversos espaços na cidade do Rio de Janeiro: na Aldeia Maracanã, na Conjunto de Favelas da Maré e em escolas e universidades. Com atividades artísticas, acadêmicas e políticas.

Na época, a Caravana 43 Sudamérica informou, por meio da assessoria de imprensa, que a investigação da polícia concluiu que os 43 estudantes foram sequestrados e mortos por traficantes, mas diversas entidades, pesquisadores e jornalistas provaram que a versão oficial é inverossímil e consideram que o crime ainda não foi esclarecido.

Há provas de que o Estado está envolvido, em todas as suas esferas, municipal, estadual e federal; inclusive o exército mexicano.

Para a professora Marisa Brandão, da coordenação de sociologia do Cefet, os brasileiros têm muito a aprender com a luta dos mexicanos e também deve debater a questão dos desaparecimentos forçado, presentes na nossa sociedade. “No debate. teve aluno fazendo essa relação com os nossos desaparecimentos, os nossos presos políticos atuais, os 23 presos políticos [das manifestações de 2013 e 2014]. Os desaparecimentos que a gente tem, de populares, de moradores de favelas, que é como se não existissem, então se desaparecer não se fala tanto. Também nesse sentido, para alertar para a gente que isso acontece aqui também, de uma forma diferente, mas acontece também”, ressaltou.

Familiares dos estudantes desaparecidos no Museu da Maré com tradutora — Foto: Rafael Daguerre
Familiares dos estudantes desaparecidos no Museu da Maré com tradutora — Foto: Rafael Daguerre
Familiares dos estudantes desaparecidos no Museu da Maré — Foto: Rafael Daguerre
Familiares dos estudantes desaparecidos no Museu da Maré — Foto: Rafael Daguerre
Familiares dos estudantes desaparecidos no Museu da Maré — Foto: Rafael Daguerre
Familiares dos estudantes desaparecidos no Museu da Maré — Foto: Rafael Daguerre
Familiares dos estudantes desaparecidos no Museu da Maré — Foto: Rafael Daguerre
Familiares dos estudantes desaparecidos no Museu da Maré — Foto: Rafael Daguerre
Familiares dos estudantes desaparecidos no Museu da Maré — Foto: Rafael Daguerre
Familiares dos estudantes desaparecidos no Museu da Maré — Foto: Rafael Daguerre
Familiares dos estudantes desaparecidos no Museu da Maré — Foto: Rafael Daguerre
Familiares dos estudantes desaparecidos no Museu da Maré — Foto: Rafael Daguerre
Familiares dos estudantes desaparecidos no Museu da Maré — Foto: Rafael Daguerre
Familiares dos estudantes desaparecidos no Museu da Maré — Foto: Rafael Daguerre
Familiares dos estudantes desaparecidos na Maré — Foto: Rafael Daguerre
Familiares dos estudantes desaparecidos na Maré — Foto: Rafael Daguerre
Familiares dos estudantes desaparecidos no Museu da Maré — Foto: Rafael Daguerre
Familiares dos estudantes desaparecidos no Museu da Maré — Foto: Rafael Daguerre
Familiares dos estudantes desaparecidos no Museu da Maré — Foto: Rafael Daguerre
Familiares dos estudantes desaparecidos no Museu da Maré — Foto: Rafael Daguerre
Familiares dos estudantes desaparecidos no Museu da Maré — Foto: Rafael Daguerre
Familiares dos estudantes desaparecidos no Museu da Maré — Foto: Rafael Daguerre
Familiares dos estudantes desaparecidos no Museu da Maré — Foto: Rafael Daguerre
Familiares dos estudantes desaparecidos no Museu da Maré — Foto: Rafael Daguerre
Familiares dos estudantes desaparecidos no Museu da Maré — Foto: Rafael Daguerre
Familiares dos estudantes desaparecidos no Museu da Maré — Foto: Rafael Daguerre
Familiares dos estudantes desaparecidos no Museu da Maré — Foto: Rafael Daguerre
Familiares dos estudantes desaparecidos no Museu da Maré — Foto: Rafael Daguerre
Familiares dos estudantes desaparecidos no CESAC com a Aldeia Maracanã — Foto: Rafael Daguerre
Familiares dos estudantes desaparecidos no CESAC com a Aldeia Maracanã — Foto: Rafael Daguerre
Familiares dos estudantes desaparecidos no CESAC com a Aldeia Maracanã — Foto: Rafael Daguerre
Familiares dos estudantes desaparecidos no CESAC com a Aldeia Maracanã — Foto: Rafael Daguerre
Familiares dos estudantes desaparecidos no CESAC com a Aldeia Maracanã — Foto: Rafael Daguerre
Familiares dos estudantes desaparecidos no CESAC com a Aldeia Maracanã — Foto: Rafael Daguerre
Familiares dos estudantes desaparecidos no CESAC com a Aldeia Maracanã — Foto: Rafael Daguerre
Familiares dos estudantes desaparecidos no CESAC com a Aldeia Maracanã — Foto: Rafael Daguerre
Familiares dos estudantes desaparecidos no CESAC com a Aldeia Maracanã — Foto: Rafael Daguerre
Familiares dos estudantes desaparecidos no CESAC com a Aldeia Maracanã — Foto: Rafael Daguerre
Familiares dos estudantes desaparecidos no Museu da Maré — Foto: Rafael Daguerre
Familiares dos estudantes desaparecidos no Museu da Maré — Foto: Rafael Daguerre
Familiares dos estudantes desaparecidos no Museu da Maré — Foto: Rafael Daguerre
Familiares dos estudantes desaparecidos no Museu da Maré — Foto: Rafael Daguerre
Familiares dos estudantes desaparecidos em Iguala, realizam atividade no CESAC junto com a Aldeia Maracanã — Foto: Rafael Daguerre
Familiares dos estudantes desaparecidos em Iguala, realizam atividade no CESAC junto com a Aldeia Maracanã — Foto: Rafael Daguerre